Pour un empowerment socio-environnemental. Sociologie d'un mouvement féministe alternatif au Brésil

Prévost, Héloïse (2019) Pour un empowerment socio-environnemental. Sociologie d'un mouvement féministe alternatif au Brésil. [Thesis]

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Item Type: Thesis
Titre en anglais: For a socio-environmental empowerment. Sociology of an alternative feminist movement in Brazil
Titre dans une autre langue: Por um empoderamento socioambiental. Sociologia de um movimento feminista alternativo no Brasil
Creators: Prévost, Héloïse
Directeur de recherche: Guétat-Bernard, Hélène
Doctoral school: TESC : Temps, Espace, Société, Culture
Research unit: Laboratoire Interdisciplinaire Solidarités, Sociétés, Territoires - LISST
Diplôme: Doctorat en Sociologie
Subjects: SCIENCES HUMAINES ET SOCIALES > Etudes sur le genre
SCIENCES HUMAINES ET SOCIALES > Sociologie
Uncontrolled Keywords: Genre, Violences, Démarche participative, Pensée décoloniale, Mouvements sociaux, Environnement, Travail
Mots-clés en anglais: Gender, Violences, Participatory approach, Decolonial thinking, Social movements, Environment, Work
Mots-clés dans une autre langue: Gênero, Violências, Abordagem participativa, Pensamento descolonial, Movimentos sociais, Meio ambiente, Trabalho
Abstract: Cette thèse appréhende la construction d'une utopie réelle féministe environnementaliste à partir de l'expérience du mouvement féministe agroécologique au Brésil. S'attachant aux enjeux scientifiques et sociaux d'un tel objet d’étude, une posture de recherche engagée est adoptée pour tendre vers une science sociale émancipatrice. La sociologie du genre et la sociologie des mouvements sociaux sont articulées à la pensée décoloniale féministe, à l'écoféminisme, à l'écologie politique latinoaméricaine. Un dispositif d'enquête pluriel et innovant est déployé. L'ethnographie en ligne et les entretiens appréhendent la constitution d'un espace de la cause féministe agroécologique. Les récits de vie et récits de luttes de femmes rurales du Nordeste, les observations d’espaces politiques tels que la Marcha das Margaridas, tout comme l'étude des écrits de femmes rurales (poèmes, chants), des expériences et du matériel militant·es permettent d'approcher le processus d’empowerment dans sa dimension socio-environnementale. À partir de méthodes d' « action-réflexion-action », le projet filmique participatif Mulheres rurais em movimento, co-construit avec le MMTR-NE (Mouvement de la Femme Travailleuse Rurale du Nordeste), s’inscrit dans la posture épistémologique défendue, dans sa mise en œuvre méthodologique mais présente également les processus de conscientisation et les pratiques écologiques et féministes des militantes. À partir des arènes du territoire, des mouvements sociaux, des institutions et des organisations agroécologiques et d'Internet ; cette étude permet de documenter trois principaux axes. Un projet de résistance/r-existence territorial se construit à partir d'une reformulation politique du travail paysan fondé sur l'agroécologie, de la communauté et des réseaux féministes. L'analyse articulée de la violence de genre et de la violence sur la nature met en lumière les liens renouvelés entre patriarcat et colonialité et montre une politisation sentipensée des militantes, à partir notamment d'une politique intersectionnelle et de la valorisation d'un féminisme faisant des émotions un outil politique. Enfin, l'institutionnalisation du féminisme est mise à profit dans la constitution d'un front commun qui œuvre aussi dans les organisations et institutions. Finalement, notre proposition de caractérisation d'un empowerment socio-environnemental tend à un renouvellement des cadres de pensée et d'action du travail et des luttes environnementalistes et féministes
English abstract: This thesis examines the construction of a real feminist environmentalist utopia based on the experience of the agroecological feminist movement in Brazil. Focusing on the scientific and social stakes of such an object of study, a committed research posture is adopted to move towards an emancipatory social science. Gender sociology and the sociology of social movements are articulated with feminist decolonial thinking, eco-feminism, Latinamerican political ecology. A plural and innovative survey system is deployed. Online ethnography and interviews are concerned with the creation of a space for the feminist agroecological cause. The life stories and narratives of rural women's struggles in the Northeast, observations of political spaces such as the Marcha das Margaridas, as well as the study of rural women's writings (poems, songs), experiences and activist materials allow us to approach the empowerment process in its socio-environmental dimension. Based on "action-reflection-action" methods, the participatory film project Mulheres rurais em movimento, co-constructed with the MMTR-NE (Rural Working Women's Movement of Northeast), is part of the epistemological posture defended, in its methodological implementation but also presents the awareness processes and the ecological and feminist practices of activists. Based on the territory's arenas, social movements, institutions and agroecological and Internet organizations, this study documents three main axes. A project of territorial resistance/r-existence based on a political reformulation of peasant work based on agroecology, community and feminist networks. The articulated analysis of gender violence and violence on nature highlights the renewed links between patriarchy and coloniality and shows a feelingthinking politicization of women activists, based in particular on an intersectional policy and the enhancement of a feminism that makes emotions a political tool. Finally, the institutionalization of feminism is being used to build a common front that also works in organizations and institutions. Finally, our proposal for the characterization of socio-environmental empowerment tends to renew the frameworks of thought and action of work and environmental and feminist struggles.
Résumé dans une autre langue: Esta tese examina a construção de uma verdadeira utopia ambientalista feminista baseada na experiência do movimento feminista agroecológico no Brasil. Centrada nos desafios científicos e sociais de tal objeto de estudo, uma postura de pesquisa comprometida é adotada para avançar em direção a uma ciência social emancipatória. A sociologia do gênero e a sociologia dos movimentos sociais são articuladas com o pensamento feminista descolonial, o ecofeminismo, a ecologia política latinoamericana. Um sistema de pesquisa plural e inovador é implantado. Etnografia online e entrevistas preocupam-se com a criação de um espaço para a causa agroecológica feminista. As histórias de vida e as narrativas das lutas das mulheres rurais no Nordeste, as observações de espaços políticos como a Marcha das Margaridas, assim como o estudo dos escritos das mulheres rurais (poemas, canções), experiências e materiais ativistas nos permitem abordar o processo de empoderamento em sua dimensão socioambiental. Baseado em métodos de "ação-reflexão-ação", o projeto de filme participativo Mulheres rurais em movimento, co-construído com o MMTR-NE (Movimento da Mulher Trabalhadorarural do Nordeste), faz parte da postura epistemológica defendida, em sua implementação metodológica, mas também apresenta os processos de conscientização e as práticas ecológicas e feministas das ativistas. Baseado nas arenas do território, dos movimentos sociais, das instituições e organizações agroecológicas e de Internet, este estudo documenta três eixos principais. Um projeto de resistência/r-existência territorial é construído a partir de uma reformulação política do trabalho camponês baseada na agroecologia, na comunidade e nas redes feministas. A análise articulada da violência de gênero e da violência sobre a natureza destaca os renovados vínculos entre patriarcado e colonialidade e mostra uma politização sentipensada das mulheres ativistas, baseada em particular em uma política interseccional e na valorização de um feminismo que faz das emoções uma ferramenta política. Finalmente, a institucionalização do feminismo está sendo usada para construir uma frente comum que também funciona em organizações e instituições. Finalmente, nossa proposta de caracterização do empoderamento socioambiental tende a renovar os marcos de pensamento e ação do trabalho e das lutas ambientalistas e feministas.
URI: http://dante.univ-tlse2.fr/id/eprint/8917